Tanto amor

Os dias correm e tenho minhas esperanças renovadas,

nesse amor intenso, entre beijos ardentes, ressurgindo,

disseminando canções inebriantes, nesses embates,

nessas sombras disformes, entre melodias e promessas.

Ah, esse amor!

Amor entre tempestades, amor transparente,

entre loucuras, entre tantas coisas não ditas.

Amor arrebatador nesse equilíbrio precário.

Que repouse em cada manhã uma canção

e desperte as flores, os pássaros e que não chova,

nesse tristonho murmúrio das matas, entre rios fartos,

possa encontrar seus lábios, seu corpo pungente.

Ah, esse amor!

Amor que inspira loucuras, tão distante dos meus afagos.

Na viração da tarde, amor absorto, amor exigente.

Amor cansado nesse poente esfogueado, nessa vida errante.

Beijos úmidos e ardentes, nesse amor de palavras meigas,

intenso, nesses odores secretos, misteriosos, afogueado.

Pleno entre abraços, nesse crescente acumular de sombras.

Amor desnudo, de tremores, entre suspiros estonteantes.

Ah, esse amor doado, entre paredes!

Agonizante entre lençóis, esses amores repetidos amiúde.

Amor com respiração acariciando meu pescoço, entre hálitos.

Avassalador, esse amor de jogos íntimos, de cumplicidade.

Ah, esses dias confidentes, dias de perplexidades!

Deixa-me revelar nessa tarde de meiguices, de lembranças,

nessa embriaguez dos meus sentidos plenos e seduções.

Ah, amor que me revigora, que me inunda de emoções e clamores…

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