Revelar-se entre zelos

Tanto zelo espalhado por essa casa,

entre buscas e desencontros, entre momentos.

Tarda o dia, minha solidão me embala, se revela!

Sou! Não ouso nesses silêncios, nessas noites!

A tristeza me convence nessa ausência. Embriago-me.

Tece teias nessa saudade, nesses cantos, entre paredes!

Ah, esse meu mundo louco, ensimesmado!

A vida é curta, ainda mais agora, envolto nessa velhice!

Ah, essa vida fugaz, esses devaneios, essa concretude!

Medo? Medo é o que temos sempre! Sempre! Sempre!

Tanto zelo espalhado pela vida, pelas noites, nessas esquinas.

Aventurar e escutar o clamor do que silenciamos!

Talvez seja tarde para sonhos, para trilhar novos caminhos!

A felicidade existe, pulsante, em gotas…

Somos tolos ao idealizarmos amores!

Os amores são feitos de retalhos, de momentos…

Quero ser um amante, um amigo! Ser, simplesmente!

Calar-me entre músicas e desejos! Amanhecer!

Anoitecer entre vinhos, poesias e jardins…

Talvez esquecer dos meus zelos, encher-me de lembranças…

Fugaz são os dias, deixando pegadas, deixando imprecisões!

Sempre fica um legado, muitas contradições, muito sarcasmo.

Essa é a vida entre perdas, entre tristezas e alegrias, entre pedras!

Desprovido, apesar de todos os sonhos e zelos, sigo meu caminho!

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Muy bonitos versos.

Un abrazo.

Gracias
Hasta pronto

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