Envelhecer

Envelhecer

Minhas urgentes perguntas,

não encontram respostas, não me redime.

O tempo passou em desalinho, entre vazios.

Passou em arremedos nessa vida torpe.

Essa foi a vida que me restou viver!

Meus pecados já não me bastam,

não me conforto com meus equívocos,

sei que a vida é feita de enganos, de mesmices.

Quanto mais velho me torno,

más recordações assolam minhas noites.

Envelhecer é difícil, não me conforta…

Ter lembranças e tantas fragilidades, é o que me resta.

Sei agora as razões para se abreviar a vida.

Também se cansa de viver sempre o mesmo,

sentir o fogo se apagando… Só contemplação!

Sempre oculto, me desvelo nessas ambiguidades.

O tempo passa arrastando nossos corpos carcomidos,

deixando marcas, ignorando sentimentos e equívocos.

Traiçoeiro esse tempo que passa, essas dores, essas ausências.

Cada dia eu me acabo na imensidade desses desertos.

Todos os dias eu me levanto entre dúvidas e tristezas.

Sempre essa mirada incerta, esses silêncios, essa angústia.

Qual é a hora da partida? Não sei andar sozinhos nesse caminho.

Não sou mais forte para lutar contra os desencontros, os desamores.

Não quero abrir portas, voar longos voos! Não quero esses conflitos.

Quero amainar tantas tormentas! Só acalmar os meus demônios.

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Aún no dominando el portugues, creo haber asimilado adrededor del 70 por ciento del poema,
su lectura me atrajo por el sonido y cadencia de sus versos y el mensaje implícito que he captado.
Me gustó.
Abrazos